1/02/2012

Acampar


Eu sempre fui uma pessoa roots, mas nunca havia acampado na minha vida. Foram ( 8 ) dias mágicos. Mas teve alguns "sês". Sê minha gastrite não tentasse me comer viva. Sê eu tivesse sido melhor na aula de surf. Sê eu não estivesse gordinha. Sê eu fosse menos chata.


Mas tive a companhia da melhor amiga, fiz novos amigos, fiz trilha, fiz comida no fogareiro. Ficamos sentados no tatame do camping ouvindo o guarda vidas tocar uma reggueira no violão. Inventamos apelidos. Conhecemos uma chica importada de Barcelona. Passei o Natal com uma família que não era a minha. Vi a minha melhor amiga pulando de parapente, e quase tive um infarto.


Tive tempo pra pensar na vida, e tempo pra não pensar em nada. Senti saudades, senti vontade, senti enjoo, senti dor nas costas e ganhei massagem. Ri daquele jeito frouxo, que a muito tempo não acontecia. Cheguei a conclusão que amor é questão de distração, e não exige esforços, nem muito em comum. Amor de amiga-irmã é amor de verdade. Que mesmo com muitos "você me assusta" a vontade de ficar perto é maior. Não posso escrever metade das histórias que vivi nesses últimos dias de 2011. Vou guardar todas essas histórias na memória, mas posso dizer que só tive certeza que eu nasci pra andar descalça caminhando na praia ao entardecer. 

Ps: Eu faria tudo de novo. Só que desta vez, acreditaria em mim.
Dafne disse...

Nossa... acampei há milênios e me senti assim, meio que como vc! Gostando e desgostando. Hahahahaha...
Mas hoje eu não acamparia novamente não, prefiro uma pousadinha, mesmo que baratinha. ^^
Beijos

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